Neuromodulação

O tratamento que atua diretamente sobre os sinais de dor quando a dor crônica não cede aos tratamentos convencionais.

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Ilustração anatômica de estimulador medular implantado na coluna
Ilustração do estimulador medular e sua posição junto à coluna

O que é a neuromodulação?

A dor é um sinal que o sistema nervoso transmite ao cérebro para avisar que algo precisa de atenção. Na maioria das vezes, esse sinal cumpre sua função e desaparece quando a causa da dor é tratada.

Em algumas situações, porém, a dor persiste mesmo depois de medicação, fisioterapia, bloqueios ou de uma cirurgia de coluna, e controlá-la pelos meios convencionais deixa de ser suficiente. Quando isso acontece, um dos caminhos com respaldo na literatura é atuar diretamente sobre a transmissão desses sinais de dor.

A neuromodulação é o tratamento que permite isso. Por meio de um estimulador medular, que é um dispositivo semelhante a um marca-passo implantado próximo à medula espinhal, são emitidos estímulos elétricos de baixa intensidade que modulam os sinais de dor antes que eles cheguem ao cérebro.

É um tratamento indicado quando a dor crônica já não responde aos meios convencionais e a avaliação mostra que essa é a conduta mais adequada para o caso.
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Quando a neuromodulação é indicada?

A neuromodulação é considerada em situações nas quais a dor crônica persiste apesar dos tratamentos já tentados, entre elas:

A indicação da neuromodulação não é o primeiro passo do tratamento da dor. Significa que, esgotados os tratamentos convencionais, existe uma conduta com respaldo na literatura, e que ela necessita de uma avaliação neurocirúrgica criteriosa.
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Dor crônica na coluna, lombar ou cervical, que se mantém por meses e não cede à medicação, à fisioterapia ou aos bloqueios.

Dor que continuou ou voltou mesmo depois de uma cirurgia de coluna, como a artrodese, quando uma nova cirurgia não é o caminho indicado.

Dor crônica de origem neuropática que não respondeu ao tratamento medicamentoso.

Como funciona o tratamento na prática?

Uma característica da neuromodulação é permitir que se experimente o resultado antes da decisão de operar.

O tratamento começa por uma fase de teste: por cerca de uma semana, um estimulador externo é conectado para avaliar como a dor responde à estimulação. É essa resposta, junto de uma avaliação neurocirúrgica criteriosa, que orienta a decisão de seguir para o implante definitivo.

Da avaliação inicial ao acompanhamento após o implante, é o mesmo especialista, o Dr. Leandro Barbosa, quem conduz cada etapa, o que garante continuidade, critério e embasamento científico do início ao fim do tratamento.
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Fase de teste

Por cerca de uma semana, um estimulador externo é conectado para avaliar como a dor responde à estimulação. É essa resposta, junto de uma avaliação neurocirúrgica criteriosa, que orienta a decisão de seguir para o implante definitivo.

Implante definitivo

Confirmada a resposta na fase de teste, o estimulador é implantado em ambiente hospitalar. A maioria dos pacientes recebe alta em 24 a 48 horas após o procedimento.

Acompanhamento e ajustes

Depois do implante, o acompanhamento continua: Os parâmetros do estimulador são reprogramados ao longo dos retornos, até o melhor ajuste para o caso.